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Fábricas de bebidas criam 13 mil vagas em Alagoinhas

Localizada a pouco mais de 100 quilômetros de Salvador, a cidade de Alagoinhas recebeu este nome por causa da sua maior riqueza natural, a água. Há cerca de cinco anos, o município resolveu investir ainda mais na exploração desse recurso para estimular o desenvolvimento econômico, apostando na atração de empresas por meio da redução de impostos.

Desde então, além da indústria da Brasil Kirin (ex-Schin), que chegou ao município em 1997, foi instalada a peruana São Miguel, dos refrigerantes Goob, e em setembro haverá a inauguração da Itaipava. Atualmente, já são quase 10 empresas ligadas à área de bebidas.

O grupo Coca Cola já manifestou interesse em construir unidade fabril de água, mas a decisão depende de avaliação de viabilidade financeira que havia sido suspensa por conta de fusão no grupo, mas que será retomada em um mês. 

Os resultados dos investimentos já feitos foram mais de oito mil vagas de emprego diretos e indiretos (na área de prestação de serviço, logística e construção das fábricas), nos últimos cinco anos. E, entre 2013 e 2014, serão gerados ainda outros cinco mil postos diretos e indiretos, resultado do investimento de
R$ 1,5 bilhão das indústrias, 70% desse valor da Itaipava, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. As vagas, em sua maioria, são voltadas para áreas técnica, cuja exigência é o segundo grau, de engenharia, administrativa e de gestão, além de pessoal de logística e de meio ambiente. 

Estímulo - Secretário de Desenvolvimento do município, Raniere Miranda afirma que os incentivos fiscais foram determinantes para a implantação das empresas. Alagoinhas conseguiu levar a melhor, por exemplo, na disputa com Feira de Santana pela Latapack Ball, produtora de latas, que abastece as fábricas de bebidas. Para atrair as empresas, a prefeitura reduziu o Imposto sobre Serviço (ISS) pela metade e ofereceu 10 anos de isenção em taxas e alvarás como o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial (IPTU).
O secretário defende que a política de incentivos fiscais, embora criticada por causa dos impostos que o governo deixa de arrecadar inicialmente, é uma estratégia para gerar emprego e aumentar arrecadação a longo prazo. "De imediato, já se ganha com geração de emprego e renda, com tantas pessoas sustentando suas famílias. Temos o exemplo da Ford, tão criticada pelos incentivos fiscais, que já foram superados. Hoje, a empresa contribui com o Estado e os empregos permanecem".

O potencial do recurso hídrico da cidade, a água, é também um dos fatores responsáveis pela instalação de empresas. Oriunda do Aquífero de São Sebastião, a água de Alagoinhas é considerada de alta qualidade porque há uma proporção correta de sais de alta pureza. E o dito popularizado de que quem prova da água não vai mais embora encontra eco na avaliação do diretor da Indústria São Miguel, Francisco Galdos, inaugurada em 2009. "Além dos incentivos fiscais e do clima propício da Bahia, a água de Alagoinhas foi responsável pela vinda da São Miguel para a Bahia. A água tem uma excelente qualidade, que quase não precisa de tratamento", diz. 

Os retornos com investimentos de R$ 80 milhões foram tão satisfatórios que será implantado nos próximos dois anos um plano de inovação, que incluirá a produção de uma nova linha de produção, com sucos e energéticos. Para dar conta da capacidade de produção, a empresa passará dos 300 funcionários para 500.
Oportunidade - A instalação de fábricas no município é uma oportunidade para os moradores de Alagoinhas que pretendem permanecer na cidade. Depois de passar quase 10 anos fora da Bahia, em São Paulo e Sergipe, porque não conseguia encontrar colocação no mercado local, Paulo Vítor Santos voltou, há cerca de três, para a cidade onde nasceu. Há mais de um ano trabalha na São Miguel, e em poucos meses já conseguiu uma promoção.


De auxiliar de produção, o jovem passou, após um ano de experiência, a operador de empilhadeira, o que lhe garantiu aumento de 30% na remuneração. Agora, terminou um curso de segurança do trabalho para subir mais alguns degraus na hierarquia da multinacional onde trabalha. "Quando saí de Alagoinhas, não tinha muitas oportunidades. Quando se falava em procurar emprego, tínhamos como opções Camaçari ou São Paulo, como foi o meu caso".

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A Tarde


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