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Como evitar viroses, alergias e resfriados típicos desta época

Cuidados simples que mantêm distantes as viroses, alergias e resfriados típicos desta época


Nesse Inverno baiano, para ficar livre dos resfriados, viroses e crises alérgicas, não precisa lotar os armários com caixas de vitamina C e os anti: gripais, térmicos e alérgicos. Para garantir uma boa prevenção contra as chamadas doenças respiratórias de Inverno não precisa gastar muito, mas investir numa receita capaz de destruir os agentes causadores das alergias e gripes, além de garantir a saúde do organismo como um todo: boa hidratação e higiene das mãos e do ambiente.

De acordo com o professor da Escola Bahiana de Medicina Guilhardo Fontes, além da queda da temperatura, essa época do ano reúne algumas características que favorecem o desenvolvimento dessas doenças, criando um aumento de 30% na procura de atendimento nos consultórios médicos.

“Nesse período, geralmente, as pessoas bebem menos água, gerando um ressecamento das mucosas que, sem a produção do muco, perdem a proteção natural, deixando o campo aberto para os vírus e os agentes causadores .

O pneumologista lembra que a queda na temperatura facilita a multiplicação de vírus, além das chuvas, que aumentam a umidade e as infiltrações, favorecendo o desenvolvimento de fungos e bactérias.

“Não é raro acompanharmos processos alérgicos que facilitam as infecções respiratórias e viroses que desencadeiam alergias”, explica, salientando como é grande a relação entre as duas situações. “Pessoas asmáticas que contraem o rinovírus geralmente enfrentam um agravamento das crises nesse período”.

Por isso mesmo, o médico recomenda que as pessoas que já possuem um quadro de rinites e asma, busquem o médico de sua confiança para obter as orientações de como lidar com o problema nesse período do ano.

O excesso de chuvas também contribui para que as pessoas mantenham as janelas de casa fechadas, impedindo que o sol haja como um redutor de umidades e de micro-organismos. Mas a recomendação dos médicos é que, sempre que possível, deixe o sol entrar em casa e evite as aglomerações, onde a contaminação ocorre com maior frequência.

Com uma postura parecida, o também pneumologista Almério Machado lembra que Salvador, em particular, é uma cidade úmida nas suas faces leste e oeste. “As pessoas costumam fechar as janelas achando que a poeira pior é a quem vem da rua, esquecendo que os maiores riscos estão dentro de casa”, completa.

Inimigos domésticos 

Conhecido como o personagem Dr. Bactéria, o biomédio Roberto Martins Figueiredo lembra que os fungos e bactérias são seres vivos e, assim como nós, também precisam de água e alimento para sobreviver. “A água é dada pelo próprio aumento da umidade, a comida é fornecida todas as vezes que as pessoas esquecem de fazer uma limpeza no ambiente que retire o restante da pele e dos pelos que trocamos diariamente”, completa.

Ele ressalta que em casa, um dos ambientes mais contaminados é o quarto, por isso mesmo, a limpeza deve estar concentrada ali. “Os colchões precisam ser trocados a cada sete anos, antes porém, devem permanecer envolvidos em protetores de algodão por fora e impermeáveis por dentro”, orienta Roberto Figueiredo.
O biomédico salienta que o mesmo cuidado deve ser tomado com os travesseiros, sendo que o período de troca é menor, apenas três anos.
“Os travesseiros de pena de ganso devem ser abolidos e a preferência deve recair por aqueles de látex, que são laváveis”, esclarece, lembrando que, após esse período, o colchão e o travesseiro aumentam de peso e que isso se deve aos restos de excrementos desses micro-organismos.

A limpeza deve ser feita com um pano úmido com desinfetante e não com vassoura para não levantar poeira, ventiladores e aparelho de ar-condicionado devem estar sempre limpos, as cortinas devem ser simples e de material lavável e os tapetes também precisam ser evitados.

O uso de aspirador de pó deve ser feito apenas se o aparelho for dotado do elemento filtrante Hepa, que é capaz de reter partículas extremamente pequenas.“Também vale lembrar que livros e revistas são para bibliotecas e não para os dormitórios, por isso, livre-se deles”, completa.

Outro vilão dos quartos tem forma graciosa, mas funciona como um reservatório de ácaro : os bichos de pelúcia, por isso, a indicação do biomédico é mantê-los afastados. Para limpar os armários e os cantinhos mais escondidos da casa, a recomendação é usar vinagre branco e um pano seco.

“O ácido acético não mancha, não deixa cheiro e o uso pode ser feito diretamente em locais emborolados ou diluído em água, caso já faça parte da rotina de limpeza”, orienta.

Cuidados pessoais 

Na rua não há como se ter tanto controle do ambiente, por isso, a saída é investir em alguns cuidados. Sempre que estiver no transporte coletivo, ajude a deixar o ambiente ventilado. Procure não comer durante a viagem e, depois de segurar dinheiro, maçanetas, corrimão, lave a mão com água e sabão e álcool gel, que asseguram uma descontaminação de 98% ou use o álcool gel, que garante 78% de limpeza.

“As pessoas tendem a tossir e proteger a boca com as mãos, espirrar e fazer a mesma coisa, por isso, elas são grande fonte de contágio de algumas viroses”, explica. Os lenços também não são recomendados, pois em 20 minutos eles estão repletos de micro-organismos, servindo para também contaminar as mãos.

Para Roberto Figueiredo, os antialérgicos só devem ser usados em último caso. “Os espirros e a produção de muco funcionam como uma defesa do organismo. Os medicamentos vão inibir os sintomas, retirando a proteção do organismo, por isso eles precisam ser a última alternativa”, completa, sugerindo que no caso de exacerbação dos sintomas irritantes, a pessoa busque tomar um banho e lavar o nariz com soro.



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