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ACM revela grande cuidado com o penteado mas as preocupações não param por aí, vejam

O prefeito de Salvador, ACM Neto, chegou lá e abriu o jogo para a revista PODER


Por Paulo Sampaio para a revista PODER, de Joyce Pascowitch

Um dos maiores adversários do prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, 34 anos, é seu cabelo. Apesar de mantê-lo penteadíssimo, quase grudado na cabeça, e de a divisão muito perfeita para o lado dar a impressão de ter sido feita já no corte, ACM Neto o considera rebelde. Preocupado, pede ao fotógrafo da PODER que volte no dia seguinte, para que ele possa apará-lo antes de posar para a capa da revista. “Só tenho um problema na vida, meu cabelo”, revela, passando a mão nos fios grossos e ondulados.

Sendo sincero, nosso entrevistado reconhece que no momento há desafios maiores do que pentear-se. Prefeito do município com a pior arrecadação per capita entre as capitais do Brasil, R$ 1.293 (seguido por Belém, R$ 1.312, e Rio Branco, R$ 1.367), ACM Neto (DEM-BA) diz que herdou uma dívida de R$ 3,1 bilhões da última administração. Pretende pagá-la promovendo o que chama de “eficiência na arrecadação de impostos”, algo que soa como uma dessas mágicas que se tornaram a expertise de políticos brasileiros.

Ele garante que, em sua “reforma tributária”, não vai cobrar um tostão a mais do contribuinte, “apenas combater a sonegação e a inadimplência”. “Hoje, apenas 400 mil pessoas pagam IPTU. Quero elevar esse número para 1,1 milhão.” A ideia não chega a ser um primor de ineditismo. Mas, ao que parece, seu antecessor em dois mandatos, João Henrique Carneiro (PP-BA), não foi capaz de pensar em solução tão evidente.

ACM Neto acha mais prudente não prolongar o assunto. Se por um lado o ex-prefeito o deixou em uma sinuca financeira, por outro Carneiro deu uma força na campanha do atual. Da primeira vez em que disputou a prefeitura, em 2008, Neto ficou em terceiro lugar. Agora, mais experiente, evitou os percalços. “Quem me apoiou foi o (secretário da Educação de Carneiro) João Carlos Bacelar (PTN-BA)”, garante, tentando rebater as acusações de que contou com a ajuda da máquina municipal para se eleger. “Bacelar me apoia desde 2002 (ele continua na secretaria).

 Fui eu quem organizou o PTN”, continua o prefeito, citando o nanico Partido Trabalhista Nacional. Parece esquecido de que, momentos antes, lamentava justamente a incapacidade do Congresso Nacional de realizar uma reforma política que reduza o número de legendas. “Não tem sentido essa quantidade enorme de partidos.” O próprio DEM (Democratas), ex-PFL, parece agonizante. Em 2010, o ex-governador José Roberto Arruda foi preso sob a acusação de comandar um esquema de corrupção apelidado de mensalão do DEM; depois, houve a cassação do senador Demóstenes Torres por ligação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Os dois foram expulsos do partido. Para completar, o PSD foi criado, esvaziando o DEM.

FOLCLORE?

ACM Neto diz que a política sempre esteve em seu sangue, mas é difícil avaliar até que ponto ele queria conquistar o amor de seu avô, Antônio Carlos Magalhães, o político mais poderoso da Bahia durante quase 40 anos. Morto em 2007, aos 79 anos, ACM foi deputado, senador, prefeito de Salvador, governador do estado, ministro das Comunicações, dono da afiliada da Globo em seu estado e também do Correio da Bahia. Começou na vida pública na UDN – União Democrática Nacional, que se opunha ao governo de Getúlio Vargas –, apoiou o golpe que derrubou João Goulart, em 1964, filiou-se à Arena, que mais tarde foi rebatizada de PDS, de onde saiu um grupo fundador do PFL que hoje é o DEM.

Respeitado e odiado, Toninho Malvadeza, como ficou conhecido ACM, encarnava a figura histórica do coronel com poderes ilimitados. Controlava de sentenças no Tribunal de Justiça a nomeações de prefeitos no interior. Tornado personagem folclórico, era incensado inclusive por muitos conterrâneos badalados, como Caetano Veloso e Gal Costa. Seu estilo abertamente clientelista bem poderia ter servido de modelo para personagens burlescos de telenovelas, como Odorico Paraguaçu, interpretado por Paulo Gracindo em O Bem Amado, e Sinhozinho Malta, pelo ator Lima Duarte em Roque Santeiro.

Pode-se imaginar o quanto ACM avô estimulou as fantasias do garoto ACM Neto, que, aos 8 anos de idade, já era síndico mirim do edifício onde morava. Em 1990, quando tinha de 10 para 11 anos, foi cabo eleitoral do avô na bem-sucedida eleição de ACM ao governo do estado. Mas não adiantava. O “coronel” tinha preferência notória pelo filho Luís Eduardo Magalhães, que era deputado e vinha sendo preparado desde sempre para sucedê-lo politicamente. Eis que a morte repentina de Luís Eduardo, aos 43 anos, de infarto, tornou a política uma possibilidade concreta para ACM Neto – embora seu avô agora apostasse em Luís Eduardo Magalhães Filho, o Duquinho, hoje com 31 anos, como herdeiro natural do “carlismo”. “Isso é folclore.

Meu primo é cinco anos mais novo do que eu; ele tinha 18 quando entrei para a política, nem pensava nisso”, diz Neto. De acordo com um amigo de infância de Duquinho, não é bem assim. “A preferência de ACM por Luís Eduardo e pelo filho dele era pública e notória. Na festa de 20 anos da Rede Bahia, Duquinho chegou quando toda a família estava acomodada, com ACM avô ao lado de Neto. Pois o velho mandou chamar Duquinho para se sentar ao seu lado, e fez Neto mudar de cadeira. Detalhe: ele já era deputado.” ACM Neto evitava confronto.

Sabia que “perderia”. “Aprendi desde muito novo a lidar com meu avô. Reconhecer o momento em que estava de bom e de mau humor. Não ficava batendo boca. Eu sumia. Passava dez dias desaparecido. Isso o deixava louco”, lembra. Em Salvador, os dois primos pertencem a turmas diferentes. Neto seria o “playboy careta” e Duquinho, o “playboy descolado”. ACM Neto também tem suas diferenças com outro primo, o deputado federal Paulo Magalhães. Nas eleições de 2010, Neto monopolizou a campanha do DEM, invadiu os tradicionais redutos de votos dos candidatos a deputados de seu próprio partido (o que ACM avô costumava respeitar), incluindo o do primo, que quase não se elegeu e, furioso, acabou se mudando para o PSD. Naquele ano, Neto conseguiu repetir o feito de ser o deputado federal com maior votação do estado.

PRECOCIDADE

Em sua ânsia de tornar-se adulto logo e provar ao avô que tinha maturidade para ser político, ACM Neto cocluiu o curso de direito em quatro anos e meio, com 9,2 de média geral. Mais: elegeu-se deputado federal aos 23 anos, casou-se aos 25 e foi pai aos 28. “Todo mundo me dizia que eu era muito jovem para me casar, inclusive meu avô, mas eu coloquei aquilo na cabeça.” Divorciado há um ano da mulher, a dermatologista Lídia Salles, 32 anos, com quem viveu dez e teve duas filhas, Lívia, 8, e Marcela, 4, ele hoje reconhece que “poucos jovens estão preparados para a vida a dois”. “Na época, eu viajava muito para Brasília, e acredito que a falta de uma convivência permanente interferiu no relacionamento.”

Segundo Lídia, Neto é um “pai dedicado”. O prefeito passa três dias por semana com as filhas, e ela, quatro. “A separação foi amigável. A relação se desgastou de forma natural, cada um tinha um projeto diferente. Mas nos damos bem”, afirma Lídia a PODER. A maior prova disso é que ela foi cabo eleitoral dele. “Eu não fazia propaganda no meu consultório”, explica a sócia da Clínica Sanlazzaro, especializada em dermatologia estética. “Mas quando as pessoas perguntavam se era para votar no meu ‘ex’, eu dizia: ‘Claro, olhe como meu carro está cheio de adesivos’.”

O prefeito atende o celular, fala por uns instantes e desliga. Enquanto busca uma pose de homem ocupado na cabeceira da mesa de seu gabinete, que tem vista de 180 graus para a Baía de Todos os Santos, ele diz: “Não posso levar a mesma vida que a maioria dos jovens de 34 anos. A demanda da vida pública é enorme. Leio relatórios o tempo todo, lido com os problemas mais diversos da cidade, trabalho até 22h. Quando saio da prefeitura, não sobra tempo para ir a baladas”. ACM Neto pode não sair nos dias de semana, mas até as paredes do casario do Pelourinho sabem o quanto ele se dedica a uma noite de carnaval regada a axé e mulheres bonitas.

Ele ri, assumindo que curte o grupo Psirico, um dos mais famosos da região. Aos 18, quando ainda estudava na Universidade Federal da Bahia (Ufba), foi sócio de uma produtora de bandas que projetou grupos como o Babado Novo, em que Claudia Leitte iniciou a carreira de cantora. Desimpedido, o prefeito nega a informação de que se sente especialmente atraído por moças grandes. “Nunca gostei de mulherão. Para mim, tem de ter no máximo a minha altura. Não dá para pegar uma de 1,75 metro”, afirma. Ele garante medir 1,68 metro.

VOVÔ EXPLICARIA

Sua estatura parece ter aumentado depois que ele adquiriu um Land Rover Discovery 4, automóvel estilo SUV (Sport Utility Vehicle), com 4,92 metros de comprimento e 1,88 de altura. Preço aproximado: R$ 250 mil. “Tenho meu dinheiro, independência financeira. Acho isso essencial na vida de um político”, acredita o prefeito, que declarou na Justiça Federal um patrimônio de R$ 13,3 milhões, R$ 9,4 milhões dos quais herdados do avô. Em sua conta no banco, segundo a declaração, havia R$ 1.200.

A independência financeira de ACM Neto, diga-se de passagem, também é precoce. Mas aí vovô Malvadeza explicaria melhor. Ao longo da vida, o coronel granjeou uma fortuna estimada em nada menos que R$ 345 milhões. A família andou se digladiando pela fantástica herança, mas, segundo Neto, isso foi resolvido “já faz uns cinco anos”. Seu pai, Antônio Carlos Magalhães Júnior, toma conta da Rede Bahia, o que, vamos combinar, é superbem-vindo em época de campanha eleitoral. “A política no Brasil ainda é feita de modo muito personalista”, explica Humberto Dantas, professor de ciência política do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper). “Quem se chama ACM Neto nunca vai poder dizer que não tem nada a ver com ACM avô. Ele pode até ter outros métodos que não sejam a prática coronelista pautada por uma ideia antiga de política. Mas o fato de carregar esse nome já é muito.”

Neto garante que nunca, em tempo algum, pegou o telefone para sugerir uma pauta a qualquer editor dos noticiários da TV ou do jornal na família. “Pode acreditar”, diz, com indefectível postura de primeiro aluno da classe. Está de camisa xadrez Hugo Boss, calça de alfaiataria Lacoste, blazer Brooksfield e sapato Ferragamo. O traje – tão “imexível” quanto o cabelo – dá ao prefeito o acabamento de um embrulho para presente. Neto conta que costumava fazer compras no exterior, no tempo em que ia muito para fora. “Saía numa quinta-feira de Brasília, voltava na segunda. Nos últimos dois anos, fiz apenas duas viagens para o exterior”, conta ele, que coleciona relógios caros e no dia da entrevista consultava as horas em um Rolex Submariner.

FORA DE QUESTÃO

Talvez seja cedo para perguntar se o prefeito pretende se desincompatibilizar em 2014, para candidatar-se ao governo do estado – concorrendo com o candidato do PT. “Isso não está em discussão”, garante. O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) afirma que “o grande desafio agora é se firmar como prefeito, antes de colocar o carro à frente dos bois”. A reportagem fez a pergunta apenas para testar a reação de Neto, já que não se conhece caso de político que adiante a intenção de deixar o posto em pleno mandato para concorrer a outro cargo público. Quando se fala na eventualidade de apoiar Dilma e o PT, em 2014, ele não rechaça a possibilidade e ri como se fosse um devaneio. “Estou completamente consumido pela agenda da cidade. Não tenho nem tempo de pensar nisso.”

A outra opção para 2014 é ficar “neutro”, deixando o caminho livre para Otto Alencar (PSD-BA), vice do atual governador, Jaques Wagner (PT-BA). Funcionaria assim: Wagner se desincompatibiliza para concorrer à Câmara dos Deputados ou ao Senado; Alencar assume no lugar dele, ainda em 2014, e tenta a reeleição no fim do ano (para o mandato de 2015-2018).Ganhando, não poderá concorrer de novo, em 2018, por já ter cumprido dois mandatos. O cenário então estaria perfeito para ACM Neto, que tem entre as possibilidades futuras disputar o governo estadual. Sobre a suposta manobra, o prefeito meio que desconversa.

É inegável que a relação de Neto com o PT anda bastante amistosa – a seu pedido, três deputados do DEM da Bahia votaram com o governo na MP dos Portos. Ele nem parece aquele mesmo oposicionista que ameaçou agredir Lula (quando era sub-relator da CPI dos Correios – que revelou o mensalão – e o presidente supostamente autorizou a Agência Brasileira de Inteligência a grampear os telefones da família Magalhães). “O presidente, ou qualquer um dos seus, que tiver a coragem de se meter na minha frente tomará uma surra. Não me intimido.

Tenho coragem e vou até o fim. Não mexam com os meus nem comigo, porque estou pronto para me defender”, disse, na tribuna da Câmara. Além de ganhar o apelido de “Grampinho”, ainda teve de assistir as imagens da cena serem usadas pelo PT na última campanha municipal. Tais imagens sempre o assombrarão, pelo alto potencial de estrago. Porém, o clima agora é de trégua. Neto baixou o tom porque, com a prefeitura na bancarrota, ele sabe que será melhor ter o governador Jaques Wagner e, claro, a presidente Dilma, como aliados. “Sempre tive bom relacionamento com Jaques Wagner”, acautela-se.

FETTUCCINE AO GORGONZOLA

O almoço é servido por volta das 14 horas em uma sala modesta do Palácio Thomé de Souza, localizado no centro antigo de Salvador, em um prédio com estrutura de vidro e aço que não harmoniza nada com a vizinhança de casarões tombados. Foi projetado para funcionar em caráter provisório, e logo ser desmontado, já que a ideia era recuperar um dos imóveis abandonados do entorno para instalar a sede do governo municipal. Mas isso já faz 23 anos. Além do Elevador Lacerda, estão por perto o Palácio Rio Branco, a Praça Municipal e a Câmara dos Vereadores. ACM Neto mora a cerca de 7 km da prefeitura, no bairro de Ondina, em um apartamento com quatro suítes avaliado em R$ 900 mil. Ele explica que, “por falta de tempo”, almoça todos os dias no trabalho.

Escolhe o menu entre os de quatro restaurantes de sua preferência, que entregam os pratos todos os dias no palácio. O cardápio, quando PODER esteve lá, era do Di Liana: paillard com fettuccine ao molho de gorgonzola; alternativa, purê de batata. Como o prefeito se recuperava de uma intoxicação intestinal, pediu apenas arroz branco e frango grelhado. Nesse momento, apesar de afirmar o tempo todo que está solteiro, sem querer ele solta que havia comido ostras – que supostamente seriam a causa de seu mal-estar – em companhia da namorada. Não houve jeito de ele revelar quem era, mas logo se descobriu que se trata de uma advogada gaúcha, loura tipo blumenáutica, altura: pouco (bem pouco) menos de 1,75 metro…

O telefone toca de novo, e dessa vez Neto não desliga tão cedo. “Não vou pagar!”, diz, enquanto palita os dentes. “São compromissos da gestão anterior”, explica o chefe de gabinete João Roma. “Isso é o dia inteiro. Se ele assumir tudo de uma vez, a prefeitura vai à falência.” Neto continua: “Não vou aprofundar meu déficit em R$ 20 milhões! Considere o que você está dizendo uma declaração de guerra à prefeitura!”. Há qualquer coisa na valentia do prefeito que não convence: é como se ele estivesse apenas “reproduzindo” o papel de um político clássico. Seu avô? Vai saber. N

O ÚLTIMO DOS MOICANOS

ACM Neto é um sobrevivente político. Na contramão do seu partido, o DEM, que vem perdendo força nos últimos anos na Bahia e no Brasil, o ex-deputado federal por três mandatos conquistou a prefeitura de Salvador formando um bastião de resistência à falência não apenas do DEM como também do “carlismo”, que reinou no governo da Bahia por décadas. Em votação acirrada, ACM Neto venceu o candidato do PT, Nelson Pelegrino, atacando os seis anos de mandato do governador Jaques Wagner (PT) e contrariando a tese do adversário de que o melhor para Salvador seria o alinhamento político com os governos estadual e federal.

Neto construiu sua carreira na oposição criticando os governos Lula e Dilma, a corrupção e o mau uso do dinheiro público. Agora, quase seis meses à frente da prefeitura de Salvador, ainda não mostrou a que veio. Apesar de ter conseguido aprovar na Câmara a transferência da administração da Linha 1 do Metrô, em construção há mais de uma década, para o governo do estado. Lutando com o caixa deficitário, conseguiu recentemente se encontrar com Dilma Rousseff pela primeira vez na expectativa de instituir uma temporada frutífera entre os dois de olho em verba para o seu município. Justamente Dilma Rousseff que patrocinou indiretamente a criação do PSD, o mesmo que desidratou o DEM: “Em 2011, em uma manobra espetacular do Planalto, com a derrota de José Serra (PSDB) para a Presidência, os políticos do DEM começam a sentir que não dava para sobreviver mantendo-se na oposição em nível federal e migraram para o PSD de Gilberto Kassab.

O planalto vibra com isso. Dilma tenta matar o DEM”, explica Humberto Dantas, professor de ciência política do Insper. Ele lembra ainda do estrago feito por programas sociais no poder do DEM na Bahia: “O governo federal vira o coronel com a chegada do Bolsa Família nos rincões do país, passou destruindo as antigas lideranças nacionais”. Os números comprovam a tese: o PFL fez na Bahia 125 prefeitos em 2000 de um total de 417 municípios. Enquanto em 2012, o DEM conseguiu eleger somente nove prefeitos.

Em cenário de terra devastada, o desafio de ACM Neto agora será fazer uma gestão que agrade para alcançar seus planos. Especula-se fortemente que ele quer o governo do Estado da Bahia em 2018, a Presidência em 2022, e que está balançado com 2014, já que hoje, em sondagens de marqueteiros, está disparado na frente de todos os possíveis candidatos ao governo estadual. Quem acompanha de perto a política regional baiana, no entanto, acredita que Neto não se arriscaria no ano que vem porque teme ser punido pela população se abandonar a prefeitura no meio da gestão, a exemplo de José Serra que ousou e, em 2006, deixou a prefeitura de São Paulo para disputar a eleição para o governo do estado. Em 2012, quando ele disputou a prefeitura de São Paulo novamente, perdeu a eleição.


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